Já falei do CarlosCarlos antes, no post sobre futebol e mídia. Agora, venho falar sobre a cobertura que ele está fazendo do Flip, Festival de Literatura Internacional de Paraty. O homenageado deste ano é Machado de Assis. Assistindo aos drops que ele colocou no ar no FizTV (www.fiztv.com.br/bolaearte), vejo que as pessoas querem aparecer e falar, porém nem sempre têm muito o que dizer.
Gostei particularmente do depoimento do Afonso Romano de Sant’anna, que diz que a Flip é um evento de paulistas que usam os escritores brasileiros para promover escritores estrangeiros. Sobre Machado de Assis, ninguém conseguiu dizer muita coisa, tirando Luis Fernando Verrissímo. Teve até uma mulher que estava tirando uma foto com o sócia do Machado de Assis e comentou que todo brasileiro deveria ter essa oportunidade. Será? Acho que todos deveriam ter a oportunidade de ler a obra de Machado. E um outro que disse que a obra do brasileiro não é tão reconhecida internacionalmente, mal sabe ele que o crítico norte-americano Harold Bloom considera Machado um dos 100 maiores gênios da literatura mundial, ao lado de clássicos como Dante, Shakespeare e Cervantes. E o fato de escrever em português nunca impediu ninguém de fazer sucesso internacionalmente, pois as traduções existem é pra isso mesmo.
Fiquei pensando então o que eu tenho a dizer sobre Machado e lembrei que faz já alguns anos que li seus livros. Dom Casmurro foi um daqueles livros que marcou minha memória e minha vida. Mas uma coisa que sempre me encantou em sua literatura foram as descrições, tanto psicológica dos personagens, quanto dos ambientes e lugares.
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