Amor pra toda a vida!

Convite Chasamento “A vida é a arte do encontro, embora haja tanto desencontro pela vida”

Começo citando Vinícius de Morais, pois apesar de haver tanto desencontro pela vida, sou testemunha de um encontro especial, que hoje estamos celebrando.

Fui incluída como aliada deste relacionamento quando ele era apenas uma hipótese de um dos lados. O Loya, exagerado como sempre, dizia ter certeza que a Fernanda era a mulher de sua vida. Mesmo sem dar crédito ao que ele estava dizendo, a ideia do casal me agradava. Meus dois queridos amigos namorando seria o máximo!

E isso é verdade, sempre foi! Como já me diverti com esses dois. Poderia ficar horas contando histórias de acampamentos, fogueiras, passeios, viagens, jantares, cinemas, feriados, finais de semanas, jogos de buraco, eleições… São muitas as minhas histórias que começam assim: uma vez, estávamos eu, a Fernanda, o Loya…

Um dia, veio o noivado. Aniversário da Fernanda, strogonoff da Dra. France e um pedido singelo de casamento. Foi nesse momento que eu tive certeza, ele estava falando sério quando disse sobre ela ser a mulher da vida dele. Emocionada e feliz, abençoei o casal que vi nascer e agora firmavam um compromisso de casamento.

O sonho da casa foi divertido. Tantas formas e lugares que essa casa já teve! E o mais legal que foi compartilhado com todos os amigos. Vocês sabem como amamos vocês e vibramos juntos com vocês a cada etapa vencida.

Isso porque vocês são um casal querido por todos nós. Sempre presentes, divertidos, companheiros e amigos. Acredito que posso dizer em nome de todos que somos muito felizes e privilegiados de termos vocês em nossas vidas.

Desejamos de todo o nosso coração que o amor e a felicidade estejam sempre com vocês.

E Loya, essa mulher é de diamante, saiba valorizar essa joia em sua vida!

A melhor parte está apenas começando…

09 de abril de 2011, meu discurso de madrinha para a união dos meus queridos Fernanda e Loya!Imagem

Eu que fiz!

Bolo Nega Maluca

Para mim, uma das melhores felicidades é aquela que sentimos quando temos sucesso em algo que nos propomos a fazer. Do mesmo jeito, sempre que não obtenho o sucesso esperado, a raiva e tristeza que sinto são para mim as piores que existem. Também não sou uma pessoa que gosta de surpresas, por isso não sou muito de cozinhar, afinal, nunca temos totalmente certeza se teremos sucesso, o resultado final pode ser surpreendente para o bom ou para o mau.

Mas morando sozinha, longe de casa, você tem que aprender a se virar. E estou me virando. Meu cardápio está longe de ser completo ou complexo, mas já tem pratos que saem sempre perfeitos, como o arroz e a farofa (sim, é possível errar mesmo fazendo o simples). A sopinha de letrinhas foi a maior decepção culinária da minha vida (e pense, é ridículo de fazer) e acho que vai demorar para que eu me aventure de novo nessa seara.

O que sei é que ontem me meti a fazer um bolo. A receita é da minha sogra e o bolo chama-se Nega Maluca e tem gosto de casa, de amigos e de brigadeiro!!! A saudades de casa me motivou. Confesso que fiz poucos bolos na vida e, apesar de todos terem dado certo, lembro-se apenas de um antes deste que fiz sozinha, mas com a minha mãe me ajudando pelo telefone. Desta vez, fiz tudo sozinha, claro que com ajuda da receita. Mas não pude seguir as orientações de como fazer, uma vez que tive que usar o liquidificador, pois não tenho batedeira. Também não tenho bandeja, tive que virar o bolo em outra forma, que não estragasse ao cortar os pedaços do bolo.

Fiquei orgulhosa do meu feito, principalmente, porque a massa ficou fofinha e muito gostosa! Confesso que só animei de fazer o bolo depois que me sai bem em meu primeiro molho bechamel.

Venho de uma família de pessoas que cozinham muito bem, tanto na família do meu pai, como na da minha mãe e também na família da minha sogra. Estou cercada por tradições culinárias e pessoas que ganham a vida trabalhando com a arte da gastronomia. Não pretendo ser uma artista na cozinha, mas também não aceito fazer feio. Tem talentos que são de família e espero que cozinhar seja um deles! Não importa se o que sei fazer é simples e fácil, o que importa é que esteja sempre muito gostoso!

Você precisa assistir isso

Sim, você precisa assistir esse documentário. Não importa se você não usa drogas, a criminalização das drogas afeta a sua vida. A falta de debate e busca de uma solução melhor para a questão das drogas no mundo hoje causa estragos que nossos descendentes irão se envergonhar. Fico indignada como falta informação da maioria das pessoas quando o assunto é como lidar com a questão das drogas. Ou como julgam quem usa drogas. Como se álcool, cigarro e pílulas que se compram na farmácia não fossem tão drogas como todas as outras! E todas elas muito mais fatais que a maconha, que em toda a história não se tem registro de uma única morte por consumo! 

Se todas essas informações são novas para você, então assista o vídeo acima. E sempre que alguém questionar a novas informações que adquiriu sobre como a política lida com a questão das drogas e quais são os fatos escondidos por trás de doutrinas, apresente este documentário “Cortina de Fumaça”. Não importa se for para o seu pai, seu professor, seus colegas ou médico. Não tenha vergonha de se posicionar!

A mudança é uma questão de educação!

Concreto

O cansaço da alma

Reflete o trabalho do corpo

A favor do bem

Em um mundo mau.

Meninas indefesas correm

De lobos escondidos

Entre árvores de concreto

E sob um céu que,

De tão pesado e cinza,

chamam de telhado.

Porém, não é capaz de proteger

a chuva ácida que

queima corpos e mentes.

Espíritos fogem, deixam

seus seres, perdidos e

sozinhos, pelados no frio

da terra sem sol.

Mariana Pimenta, 2005

Bem-vindo 2013!

Praia da Ribeira - Ubatuba/SP

Praia da Ribeira – Ubatuba/SP

Inacreditável e inesquecível são boas palavras para definir meu réveillon 2013. Imagine uma praia deserta à meia noite do dia 31 de dezembro!! Acreditava que isso fosse impossível. Passamos a noite na praia a acompanhamos o primeiro amanhecer do ano e adivinhe, praia vazia!! Para completar, céu aberto, com estrelas, amanhecer cor de rosa e muito verde!

2013 chegou em paz! 

Merecidas férias em Ubatuba

Merecidas férias em Ubatuba

Em nossas férias em Ubatuba, na Praia da Ribeira, aproveitamos para fazer algumas trilhas pela região e impressionante como realmente o clima da floresta tropical é quente e úmido. Nunca tinha estado em um lugar tão úmido, isso foi um pouco estranho. A exuberância da natureza também encanta. Lá vi uma palmeira de caule vermelho, algo que nunca tinha visto antes também.

Não posso deixar de registrar que fomos recebidos por uma família nota mil! Bernadete, cozinheira de primeira; Nico, sempre disponível para ajudar; Gabriel, tão prestativo e simpático, Rosana, a Vera Massagista… e, claro, o Apollo, o incansável cão que te acompanha nas trilhas, no mar, fascinado por pedrinhas, por pegar areia no ar, protetor e divertido e até chato de tanto que quer brincar.

Delícia de férias!!!

Fotos: Rodrigo Mattos

Fim de tudo

Já entreguei me a lua
Sei que sou filha do sol
Não sou mais que um grão de areia, ou uma poeira estrelar
Por que mesmo assim não sei?
Por que mesmo assim tantos se preocupam com tão pouco?
Se somos todos iguais
Reservando as diferenças de cada mundo
Por que não há respeito?
Não se ouve aquilo que é bonito falar
E não adianta gritar, escrever ou cantar
A quem seguimos?
Será que nós somos assim?
Ou nos fizeram assim?
E a liberdade, a igualdade e a fraternidade?
Perderam-se no século XVIII
Esqueceram de ser para apenas fingir?
E nesse mundo desaprendi a chorar
E quase não sei mais sentir
Já não sei o que é amar
Nunca soube cantar
Esqueceram-se de me ensinar a felicidade
Enquanto se preocupavam em calcular
A vida agora é dinheiro
O tempo, lucro
Amigos, interesse
Diversão, anti-stress
Trabalho, obrigação
Sinceridade, se aprendemos a mentir?
Honestidade, se usamos máscaras?
Amor, se não sabemos quem somos?
Liberdade, se não corrigimos, apenas prendemos?
Vale a pena
Se a alma é tão pequena?
O meu consolo é a morte
Se é que esta é o contrario da vida.

Mariana Pimenta, entre 2000 e 2001

O mundo que construímos

Para Lu, minha bruxa-irmã

Pedro enxerga apenas os tons de cinza quando olha pela janela. Em uma caixa, ele assiste ao mundo feito de vermelho, verde e azul. Em papel, o mundo impresso em rosa, amarelo, azul e preto chega até Pedro.

Luana enxerga as cores quando olha pela janela. O dourado do sol acorda Luana todas as manhãs. O azul do céu e o branco das nuvens brincam com Luana enquanto ela prepara o almoço. O verde das plantas purifica o ar que ela tanto gosta de respirar. As flores, com suas infinitas cores, enfeitam a vida de Luana.

Pedro e Luana vivem no mesmo mundo. Ele no chão, ela no céu. Pedro gosta de ver a enxurrada. Luana dança com a chuva. Pedro caminha com as pedras e com o grude. Luana voa com a lua. Pedro mora em uma caverna. Luana, em uma torre.

Pedro nunca viu as estrelas, o sol ou a lua. Os astros ensinaram Luana a amar a natureza. Ele perdeu a esperança. Os olhos de Luana ainda brilham ao entardecer de cada dia. Pedro têm medo e alarmes. Ela cercou sua casa de vida. Todos os dias, o beija-flor, o tico-tico e o sabiá, além da abelhinha, da formiga e da borboleta visitam o seu jardim.

Pedro aperta botões para conversar com outras pessoas. Luana tem um companheiro e crianças, para quem ela recita versos. O que toca nos ouvidos de Pedro, apenas ele sabe. Luana e sua família são artistas, eles sentem as dores e as belezas do mundo. Pedro se preocupa com o seu umbigo.

Ela sorri. Ele usa máscara. Em sua torre, Luana plantou uma semente, que cresceu e tornou-se árvore. Os frutos dessa árvore, ela entrega para pessoas como Pedro. Luana sonha com o dia em que todo o mundo será como a sua torre. Pedro acorda e dorme, todos os dias, o mesmo pesadelo.

Pedro ignora o futuro e não conhece o passado. Ele esquece o presente. Luana aprende com o passado e escreve o presente. Ela acredita no futuro. Eles vivem no mesmo mundo.

Mariana Pimenta
fevereiro de 2008.